domingo, 8 de março de 2015

Evangelho do dia comentado por Frei Dennys( João 2,13-25)

"Mas Jesus não lhes dava crédito, pois ele conhecia a todos; e não precisava do testemunho de ninguém acerca do ser humano, porque ele conhecia o homem por dentro".

O Criador me conhece e "é mais íntimo a mim do que eu mesmo", como nos diz Santo Agostinho em seu maravilhoso livro Confissões.
Sim, "Deus é mais íntimo a mim do que eu mesmo". Ele conhece as minhas realidades mais íntimas e alcança aquilo que nem mesmo eu consigo alcançar em mim. É o Infinito no finito! É o Grande no pequeno! É o Todo poderoso na frágil criatura!
Se é assim, o que posso esconder do meu Criador? Onde me esconderei se ele está em tudo? O que esconderei se ele conhece as profundezas de minha alma?
Aquele que me ama conhece as minhas intenções. Para onde irei?
No evangelho de hoje, Jesus toma uma atitude que pode parecer estranha a alguns.
Não concordando com o que faziam dentro da Casa do Senhor, ele expulsou os vendedores de bois, ovelhas e pombas usando um chicote de cordas e também derrubou as mesas dos cambistas.
Jesus os conhecia por dentro e sabia quais eram as intenções daqueles que ali estavam. Eles usufruíam das coisas de Deus, tiravam vantagens das coisas de Deus. Ao invés de se converterem a Deus de todo o coração, eles se aproveitavam das coisas do Senhor; eles ganhavam em cima das coisas do Senhor.
Jesus não pôde suportar tal desrespeito pelas coisas sagradas e respondeu com indignação: derrubou tudo e os colocou para fora do Templo com toda autoridade.
A atitude dele pode soar estranha para quem não se aprofunda no contexto e faz um julgamento superficial da situação.
Havia em Jesus um desejo imenso de cuidar das coisas de Deus, o seu Pai querido. Interessava a ele tudo o que era de Deus e ele não permitia segundas intenções.
Jesus vivia para honrar a Deus, o Pai das misericórdias, e não admitia que coisa alguma ferisse aquilo que a Deus pertence.
Os vendedores e os cambistas tinham transformado a Casa de Deus num comércio, num covil de ladrões. Jesus não podia assistir de camarote tal aberração e age com toda a indignação.
Deus não pode tolerar a nossa hipocrisia e não pode aceitar as nossas incoerências, as nossas contradições. Ele nos quer inteiros em tudo e toma posição quando percebe que há em nós segundas intenções ou vida maquiada.
Ao ver os vendedores e os cambistas no Templo, o Mestre toma uma atitude e coloca no chão aquilo que feria a dignidade do lugar santo.
Eles sabiam que o Templo não podia ser usado para proveito próprio, mas, maquiavam a realidade e conseguiam o que queriam. Eles tinham se acostumado a viver na mentira, no faz de conta.
Não podemos deixar que as inverdades cresçam em nós, pois Jesus abomina a mentira e as intenções que não são para a glória de Deus e para o bem dos outros.
Toda a indignação de Jesus foi por não suportar que alguém transformasse o certo em errado e dissesse que o errado é o certo. Jesus não gosta de maquilagem.
Os cambistas e os vendedores camuflavam o mal, tentavam esconder o ilegal. Para Deus, tal maneira de viver pede um agir dele para que o mal não cresça, não avance.
Jesus não suporta coisinhas escondidas e maqueadas; com ele o sim é sim e o não é não.
Se tudo em Jesus era assim, ele jamais permitiria que a situação no Templo continuasse do jeito que estava. Jesus estava defendendo o território de Deus.
Será que você tem defendido o território de Deus? Será que você tem protegido  o seu coração contra todas as formas de maquiagem? Será que você tem brincado com as coisas do seu Senhor? Será que você tem respeitado o que a Deus pertence? Será que você tem buscado se conhecer a cada dia para não deixar nenhuma inverdade em sua vida?
Não nos comportemos como os vendedores e cambistas, pois Deus sabe quando nos aproximamos dele para usufruir das coisas dele.
Não respeitar as coisas de Deus é algo que pede uma intervenção de Deus.
Não nos comportemos como os vendilhões e os cambistas do evangelho de Hoje. Tenhamos cuidado!
Não deixemos Jesus nos encontrar fazendo o que não devemos e nem tampouco transformando as coisas santas de Deus em coisas dos homens.
Reflitamos e tomemos uma atitude diante das máscaras que encontrarmos em nós. E se for preciso virar a mesa, viremos; e se for preciso expulsar os vendilhões de nossa vida, expulsemos. Deus nos dará forças para que ajamos da forma mais correta.
Vamos?
Sem maquiagem, certo?
Só na verdade! Sem vendedores espertos dentro de nós.
Que Deus nos ajude!

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Cristo caminhava à sua frente e tornava-lhes fácil o caminho.

«A messe é grande. […] Rogai, portanto, ao dono da messe que mande trabalhadores»

São João Crisóstomo (c. 345-407), presbítero de Antioquia, bispo de Constantinopla, doutor da Igreja

Quando o agricultor sai de casa para ir fazer a colheita, transborda de alegria e resplandece de felicidade. Não pensa nas dores nem nas dificuldades que poderá encontrar; tendo em vista o retorno que vai ter, corre, apressa-se para ir fazer a sua colheita anual. Nada o pode reter, nem impedir, nem fazer duvidar do futuro: nem a chuva, nem a geada, nem a seca, nem legiões de gafanhotos malignos. Os que se aprestam para as colheitas não conhecem essas inquietações e deitam-se ao trabalho dançando e saltando de alegria. Vós deveis ser como eles e ir pela terra inteira com uma alegria ainda maior, motivados pela colheita. Pois a colheita que tendes a fazer é muito fácil e espera-vos em campos bem preparados. O único esforço que vos é pedido é o de falar: emprestai-me a vossa língua, diz Cristo, e vereis o grão maduro entrar nos celeiros do rei. Por isso, Ele envia os seus discípulos dizendo: «Sabei que Eu estarei sempre convosco até ao fim dos tempos» (Mt 28,20). Era Ele quem tornava fáceis as coisas difíceis. Os apóstolos realizavam de maneira visível a palavra do profeta: «Irei diante de ti para te aplanar os caminhos pedregosos» (Is 45,2). Cristo caminhava à sua frente e tornava-lhes fácil o caminho.

fonte: evangelhoquotidiano.org

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Não falta agua em Jundiai

http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/blog-do-planeta/noticia/2014/11/por-que-bnao-falta-agua-em-jundiaib.html

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

QUERER VER O SENHOR

Meditação diária de Falar com Deus
http://www.hablarcondios.org/pt/imprimir_meditacaodiaria.asp

TEMPO COMUM. VIGÉSIMA QUINTA SEMANA. QUINTA‑FEIRA

16. QUERER VER O SENHOR

– Limpar o olhar para contemplar Jesus no meio dos afazeres normais.

– A Santíssima Humanidade do Senhor, fonte de amor e de fortaleza.

– Jesus espera‑nos no Sacrário.

I. NO EVANGELHO DA MISSA de hoje, São Lucas diz‑nos que Herodes desejava encontrar‑se com Jesus: Et quaerebat videre eum, procurava alguma maneira de vê‑lo1. Chegavam‑lhe freqüentes notícias do Mestre e queria conhecê‑lo.

Muitas das pessoas que aparecem ao longo do Evangelho mostram o seu interesse em ver Jesus. Os Magos apresentam‑se em Jerusalém com a pergunta nos lábios: Onde está o rei dos judeus que acaba de nascer?2 E a seguir declaram o seu propósito: Vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá‑lo: um propósito bastante diferente do de Herodes. Encontraram‑no no regaço de Maria. Noutra ocasião, uns gentios chegados a Jerusalém aproximaram‑se de Filipe e disseram‑lhe: Queremos ver Jesus3. E, em circunstâncias bem diversas, a Virgem, acompanhada de uns parentes, desceu de Nazaré a Cafarnaum porque desejava ver Jesus. Podemos imaginar o interesse e o amor que levaram Maria a querer encontrar‑se com o seu Filho?

Herodes não soube ver o Senhor, apesar de tê‑lo tão perto. Chegou até a ter oportunidade de ser ensinado por João Batista – que apontava com o dedo o Messias que já estava entre eles –, e, ao invés de seguir‑lhe os ensinamentos, mandou matá‑lo. Aconteceu com Herodes o mesmo que com aqueles fariseus a quem Jesus dirige a profecia de Isaías: Ouvireis com os ouvidos e não entendereis, olhareis com os olhos e não vereis. Porque o coração deste povo embotou‑se, e eles endureceram os ouvidos e fecharam os olhos...4

Pelo contrário, os Apóstolos tiveram a imensa sorte de gozar da presença do Messias, e de com Ele ter tudo o que podiam desejar. Ditosos os vossos olhos porque vêem, e os vossos ouvidos porque ouvem5, diz‑lhes o Mestre. Os grandes Patriarcas e os maiores Profetas do Antigo Testamento nada tinham visto em comparação com o que agora os seus discípulos podiam contemplar. Moisés tinha contemplado a sarça ardente como símbolo do Deus Vivo6. Jacó, depois da sua luta com aquele misterioso personagem, pôde dizer: Eu vi a Deus face a face7; e a mesma coisa Gedeão: Vi Javê face a face8... mas essas visões eram obscuras e pouco precisas em comparação com a claridade daqueles que vêem Cristo face a face: Porque em verdade vos digo que muitos profetas e justos desejaram ver o que vedes, e não o viram...9 A glória de Estêvão – o primeiro que deu a vida pelo Mestre – consistirá precisamente em ver os céus abertos e Jesus sentado à direita do Pai10.

Jesus vive e está muito perto dos nossos afazeres normais. Temos de purificar o nosso olhar para contemplá‑lo. O seu rosto amável será sempre o principal motivo para sermos fiéis nos momentos difíceis e nas tarefas de cada dia. Temos que dizer‑lhe muitas vezes, com palavras dos Salmos: Vultum tuum, Domine, requiram...11, procuro, Senhor, a tua face... sempre e em todas as coisas.

II. QUEM BUSCA, ENCONTRA12. A Virgem e São José procuraram Jesus durante três dias, e por fim o encontraram13. Zaqueu, que também desejava vê‑lo, fez o que estava ao seu alcance e o Mestre adiantou‑se‑lhe fazendo‑se convidar para almoçar em sua casa14. As multidões ansiosas de estar com Ele tiveram a alegria de vê‑lo e ouvi‑lo15. Ninguém que de coração sincero tenha saído à busca de Cristo ficou frustrado.

Herodes, como se veria mais tarde na Paixão, procurava ver Jesus por curiosidade, por capricho... e assim não é possível encontrá‑lo. Quando Pilatos lho remeteu, Herodes, ao ver Jesus, ficou muito satisfeito, pois havia muito tempo que desejava vê‑lo, por ter ouvido muitas coisas acerca dele, e esperava vê‑lo fazer algum milagre. E fez‑lhe muitas perguntas, mas ele nada lhe respondeu16. Jesus não lhe disse nada, porque o Amor nada tem a dizer à frivolidade. Ele vem ao nosso encontro para que nos entreguemos, para que correspondamos ao seu Amor infinito.

Podemos ver Jesus quando desejamos purificar a nossa alma no sacramento da Confissão, quando não deixamos que os bens passageiros – mesmo os lícitos – tomem conta do nosso coração como se fossem definitivos, pois – como ensina Santo Agostinho – “o amor às sombras deixa os olhos da alma mais fracos e incapazes de ver o rosto de Deus. Por isso, quanto mais o homem dá gosto à sua debilidade, mais se introduz na escuridão”17.

Vultum tuum, Domine, requiram..., procuro, Senhor, a tua face... A contemplação da Santíssima Humanidade do Senhor é fonte inesgotável de amor e de fortaleza no meio das dificuldades da vida. Temos de aproximar‑nos muitas vezes das cenas do Evangelho, e considerar sem pressas que o mesmo Jesus de Betânia, de Cafarnaum, Aquele que acolhe a todos... é quem está presente no Sacrário e se sensibiliza com as nossas confidências.

No mesmo sentido, podem servir‑nos as imagens que representam o Senhor, para podermos ter uma recordação viva da sua presença, como o fizeram os santos. “Entrando um dia no oratório – escreve Santa Teresa de Jesus –, vi uma imagem que ali tinham trazido para guardar [...]. Era de Cristo muito chagado e tão devota que, olhando‑a, perturbei‑me toda de vê‑lo assim, porque representava bem o que passou por nós. Foi tanto o que senti por ter agradecido tão mal aquelas chagas, que o meu coração parecia partir‑se. E lancei‑me a Ele com um grandíssimo derramamento de lágrimas, suplicando‑lhe que me fortalecesse já de uma vez para não ofendê‑lo”18.

Este amor, que de alguma maneira tem de nutrir‑se dos sentidos, é fortaleza para a vida e um bem extraordinário para a alma. Há coisa mais natural do que procurar num retrato, numa imagem, o rosto dAquele que tanto se ama? A mesma Santa Teresa exclamava: “Desventurados os que por culpa própria perdem este bem! Parece que não amam o Senhor, porque, se o amassem, alegrar‑se‑iam de ver o seu retrato, como nesta vida dá contentamento ver o daquele a quem se quer bem”19.

III. IESU, QUEM VELATUM nunc aspicio...20 «Jesus, a quem agora contemplo escondido, rogo‑Vos se cumpra o que tanto desejo: que, ao contemplar‑Vos face a face, seja eu feliz vendo a vossa glória», rezamos no hino Adoro te devote.

Um dia, com a ajuda da graça, veremos Cristo glorioso, cheio de majestade, vir ao nosso encontro para nos receber no seu Reino. Reconhecê‑lo‑emos como o Amigo que nunca nos falhou, a quem procuramos servir mesmo nas coisas mais pequenas. Embora amemos muito este mundo em que vivemos e que é o lugar onde nos devemos santificar, podemos no entanto dizer com Santo Agostinho: “A sede que tenho é a de chegar a ver o rosto de Deus; sinto sede na peregrinação, sinto sede no caminho; mas saciar‑me‑ei quando chegar”21. O nosso coração só experimentará a plenitude com a posse dos bens de Deus.

Mas já temos Jesus conosco. Na Sagrada Eucaristia, temos Cristo completo: o seu Corpo glorioso, a sua Alma humana e a sua Pessoa divina, que se fazem presentes pelas palavras da Consagração. A sua Santíssima Humanidade, escondida sob os acidentes eucarísticos, encontra‑se presente no que tem de mais humilde, de mais comum conosco – o seu Corpo e o seu Sangue, se bem que em estado glorioso –, e de um modo especialmente acessível: sob as aparências do pão e do vinho.

Particularmente no momento da Comunhão e ao fazermos a Visita ao Santíssimo, temos de ir ao encontro do Senhor com um grande desejo de vê‑lo, de encontrar‑nos com Ele, como Zaqueu, como aquelas multidões que tinham postas nEle todas as suas esperanças, como os cegos, os leprosos... Melhor ainda, com o empenho ansioso com que o procuraram Maria e José.

Às vezes, pelas nossas misérias e falta de fé, pode ser‑nos difícil divisar o rosto amável de Jesus. É então que devemos pedir a Nossa Senhora um coração limpo, um olhar claro, um maior desejo de purificação. Pode acontecer‑nos o mesmo que aos Apóstolos depois da Ressurreição: estavam certos de que era o Senhor, tão certos que não se atreviam a perguntar‑lhe: Nenhum dos discípulos ousava perguntar‑lhe: Quem és tu?, sabendo que era o Senhor22. Era algo tão grande encontrar Jesus vivo – o mesmo de sempre – depois de vê‑lo morrer numa Cruz! É tão extraordinário encontrarmos Jesus vivo no Sacrário! Peçamos ao Senhor que nos limpe, que nos aumente a fé.

(1) Lc 9, 7‑9; (2) Mt 2, 3; (3) Jo 12, 21; (4) Mt 13, 14‑15; (5) Mt 13, 16; (6) cfr. Êx 3, 2; (7) Gên 32, 31; (8) Ju 6, 22; (9) Mt 13, 17; (10) At 7, 55; (11) Sl 26, 8; (12) Mt 7, 8; (13) cfr. Lc 2, 48; (14) cfr. Lc 19, 1 e segs.; (15) cfr. Lc 6, 9 e segs.; (16) Lc 23, 8‑9; (17) Santo Agostinho, O livre arbítrio, 1, 16, 43; (18) Santa Teresa, Vida, 9, 1; (19) ibid., 6; (20) Hino Adoro te devote; (21) Santo Agostinho, Comentário aos Salmos, 41, 5; (22) Jo 21, 12.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

A LUZ NO CANDEEIRO

Meditação diária de Falar com Deus
http://www.hablarcondios.org/pt/imprimir_meditacaodiaria.asp

TEMPO COMUM. VIGÉSIMA QUINTA SEMANA. SEGUNDA‑FEIRA

13. A LUZ NO CANDEEIRO

– Os cristãos devem iluminar o ambiente em que vivem.

– Prestígio profissional.

– Como astros no meio do mundo.

I. NO EVANGELHO DA MISSA1, lemos este ensinamento do Senhor: Ninguém acende uma lâmpada e a cobre com um vaso ou a põe debaixo da cama, mas põe‑na sobre o candeeiro, para que os que entram vejam a luz.

Quem segue o Senhor – quem acende uma lâmpada – deve trabalhar não só pela sua própria santificação, mas também pela dos outros. Jesus Cristo ilustra‑o com diversas imagens muito expressivas e acessíveis ao povo simples que o escutava. Em todas as casas se acendia a lamparina ao cair da tarde, e todos sabiam onde colocá‑la e por quê. A lamparina era acesa para iluminar e devia ser colocada no alto, talvez pendurada num suporte fixo previsto para esse fim. Não passava pela cabeça de ninguém escondê‑la de tal maneira que a sua luz ficasse oculta. Para que então iria servir?

Vós sois a luz do mundo2, tinha dito Jesus em outra ocasião aos seus discípulos. A luz do discípulo é a mesma do Mestre. Sem esse resplendor de Cristo, a sociedade jaz nas trevas mais espessas. E quando se caminha na escuridão, tropeça‑se e cai‑se. Sem Cristo, o mundo torna‑se difícil e pouco habitável.

Os cristãos devem iluminar o ambiente em que vivem e trabalham. Não se compreende um discípulo de Cristo sem luz: seria como uma lâmpada colocada debaixo de um vaso ou da cama. O Concílio Vaticano II salientou a obrigação do apostolado como um direito e um dever que nascem do Batismo e da Confirmação3, a ponto de afirmar que todo o membro do Corpo Místico “que não trabalha segundo a sua medida para o aumento desse Corpo, deve considerar‑se inútil para a Igreja e para si mesmo”4.

Este apostolado, que tem formas tão diversas, é contínuo, como é contínua a luz que ilumina os que estão na casa. “O simples testemunho de vida cristã e as boas obras feitas em espírito sobrenatural possuem a força de atraírem os homens para a fé e para Deus”5. Não é, pois, uma luz intermitente, porque resulta do brilho emitido permanentemente pelas obras dos que seguem o Mestre. “Onde quer que vivam, pelo exemplo da sua vida e pelo testemunho da sua palavra, todos os cristãos devem manifestar o novo homem de que se revestiram pelo Batismo, e a virtude do Espírito Santo que os revigorou pela Confirmação. Assim os outros, vendo as boas obras que fazem, glorificarão o Pai (cfr. Mt 5, 16) e compreenderão mais perfeitamente o genuíno sentido da vida e o vínculo universal da comunhão humana”6.

Vejamos hoje se aqueles que trabalham ombro a ombro conosco, os que vivem ao nosso lado, debaixo do mesmo teto, os que se relacionam conosco por um ou outro motivo, recebem de modo habitual essa luz que lhes indica amavelmente o caminho que conduz a Deus. É a luz da conduta irrepreensível e alegre, que flui espontaneamente de cada uma das nossas obras, sejam ou não vistas pelos homens, e que os impressiona precisamente porque flui de modo contínuo e natural.

II. O TRABALHO, o prestígio profissional, é o candeeiro sobre o qual deve brilhar a luz de Cristo. Que apostolado poderia realizar uma mãe de família que não cuidasse com esmero do seu lar? Como poderia falar de Deus aos seus amigos um estudante que não estudasse? Ou um empresário que não vivesse os princípios da justiça social com os seus empregados...?

O Senhor quer que o farmacêutico avie uma receita com competência, que o profissional liberal seja honesto e leal nos serviços que presta, que o funcionário público seja justo, atencioso e insubornável, que o taxista conheça bem as ruas da grande cidade, que o motorista de um meio público de transporte não maltrate os passageiros pela maneira precipitada e aos solavancos com que conduz... E os exemplos poderiam multiplicar‑se até o infinito.

Toda a vida do Senhor dá‑nos a entender que, sem a honestidade, a diligência e a perfeição na execução próprias de um bom trabalhador, a vida cristã fica reduzida, quando muito, a um feixe de desejos, talvez aparentemente piedosos, mas estéreis. Cada cristão deve “viver de tal modo que à sua volta se perceba o bonus odor Christi (cfr. 2 Cor 2, 15), o bom odor de Cristo; deve agir de tal modo que, através das ações do discípulo, se possa descobrir o rosto do Mestre”7.

Desde o começo da sua vida pública, o Senhor foi conhecido como o carpinteiro, filho de Maria8. E perante os milagres, a multidão exclamava: Fez tudo bem feito!9, absolutamente tudo: “os grandes prodígios e as coisas triviais, cotidianas, que a ninguém deslumbraram, mas que Cristo realizou com a plenitude de quem é perfectus Deus, perfectus homo (Símbolo Quicumque), perfeito Deus e homem perfeito”10. Jesus, que quis servir‑se de imagens tiradas dos mais diversos ofícios para exemplificar os seus ensinamentos, “olha com amor o trabalho, as suas diversas manifestações, vendo em cada uma delas um aspecto particular da semelhança do homem com Deus, Criador e Pai”11.

Para chegarmos a ter um sólido prestígio profissional, é necessário cuidarmos da formação própria da nossa atividade ou ofício, dedicar‑lhe as horas necessárias, fixar metas para aperfeiçoá‑la cada dia, mesmo depois de concluídos os estudos ou o período de aprendizagem. Os conhecimentos profissionais devem ser vistos por nós como um cabedal posto por Deus nas nossas mãos para que o façamos crescer. Não nos esqueçamos nunca de que, para nós, a vocação profissional é um elemento da vocação cristã.

Como conseqüência lógica desta seriedade no exercício da atividade profissional, o fiel cristão terá entre os seus colegas a reputação de bom trabalhador ou de bom estudante que lhe é necessária para realizar um apostolado profundo12. Quase sem o perceber, estará mostrando como a doutrina de Cristo se faz realidade no meio do mundo, numa vida corrente. E dará toda a razão ao comentário de Santo Ambrósio: as coisas parecem menos difíceis quando se vêem realizadas em outros13. E todos têm direito a esse bom exemplo da nossa parte.

III. É EVIDENTE que a doutrina de Cristo não se difundiu devido aos meios humanos, mas aos impulsos da graça. Mas também não há dúvida de que a ação apostólica edificada sobre uma vida sem virtudes humanas, sem valia pessoal, seria uma hipocrisia e motivo de desprezo por parte dos que queremos aproximar do Senhor. Por isso o Concílio Vaticano II formula estas graves palavras: “O cristão que negligencia os seus deveres temporais negligencia os seus deveres para com o próximo; negligencia sobretudo as suas obrigações para com Deus e põe em perigo a sua salvação eterna”14.

Seja qual for a profissão ou ofício que se desempenhe, o prestígio adquirido, dia a dia num trabalho feito com toda a consciência confere uma autoridade moral perante os colegas e companheiros que facilita a tarefa apostólica de ensinar, esclarecer, persuadir e atrair... É tão importante esta solidez profissional que um bom cristão não tem desculpa nenhuma para não adquiri‑la: para aqueles que se empenham em viver a fundo a sua vocação de filhos de Deus, o trabalho competente e os meios para consegui‑lo constituem um dever primário.

A competência e a seriedade com que se realiza o trabalho profissional converte‑se assim num candeeiro que ilumina os colegas e amigos15. A caridade cristã passa então a tornar‑se visível de muito longe, e a luz da doutrina projeta‑se dessa altura num círculo muito amplo; e por ser intensa, é uma luz que nunca deixa de ser familiar e próxima, acessível e cálida.

São Paulo exorta os primeiros cristãos de Filipos a viverem no meio daquela geração afastada de Deus de tal maneira que brilhem como astros no meio do mundo16. Assim aconteceu, e o exemplo que deram arrastava tanto que deles se pôde dizer: “O que a alma é para o corpo, isso são os cristãos no meio do mundo”17, como se pode ler num dos escritos cristãos mais antigos.

Peçamos a Nossa Senhora, Sede da Sabedoria, que nos ensine a ser fiéis ao cumprimento do dever profissional, a não trabalhar como diletantes, mas espremendo as nossas energias, como quem sabe que Deus nos vê a cada instante e espera de nós uma obra perfeita ao fim de cada jornada. Este testemunho da nossa inteligência e das nossas mãos será uma das melhores provas da nossa fé junto daqueles que queremos atrair para Deus.

(1) Lc 8, 16‑18; (2) Mt 5, 14; (3) cfr. Concílio Vaticano II, Constituição Lumen gentium, 33; (4) Concílio Vaticano II, Decreto Apostolicam actuositatem, 2; (5) ibid., 6; (6) Concílio Vaticano II, Decreto Ad gentes, 11; (7) Bem-aventurado Josemaría Escrivá, É Cristo que passa, n. 105; (8) Mc 6, 3; (9) Mc 7, 37; (10) Bem-aventurado Josemaría Escrivá, Amigos de Deus, n. 56; (11) João Paulo II, Carta Encíclica Laborens exercens, 14.09.81, 26; (12) cfr. Concílio Vaticano II, Constituição Lumen gentium, 36; (13) Santo Ambrósio, Sobre as virgens, 2, 2; (14) Concílio Vaticano II, Constituição Gaudium et spes, 43; (15) cfr. Bem-aventurado Josemaría Escrivá, Amigos de Deus, n. 61; (16) Fil 2, 15; (17) Epístola a Diogneto, VI, 1.

sábado, 20 de setembro de 2014

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

TU ÉS O CRISTO

Meditação diária de Falar com Deus
http://www.hablarcondios.org/pt/imprimir_meditacaodiaria.asp
 
TEMPO COMUM. DÉCIMA OITAVA SEMANA. QUINTA‑FEIRA

52. TU ÉS O CRISTO


Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo: confessar assim a divindade de Cristo.
– Cristo, perfeito Deus e perfeito Homem.
– Cristo: Caminho, Verdade e Vida.

I. JESUS ENCONTRA‑SE em Cesaréia de Filipe, nos confins do território judeu. Subitamente, pergunta aos seus discípulos: Quem dizem os homens que é o Filho do homem?1 Os Apóstolos referem‑lhe as opiniões que corriam: Uns dizem que é João Batista, outros que é Elias, outros que é Jeremias ou algum dos profetas. Muitos dos que ouviam a pregação de Jesus tinham‑no em alta conta, mas não sabiam quem Ele era na realidade. O Mestre fixa agora os olhos nos Apóstolos e pergunta‑lhes em tom amável: E vós, quem dizeis que eu sou? Parece exigir dos seus, dos que o seguem mais de perto, uma confissão de fé clara e sem paliativos; eles não devem limitar‑se a seguir uma opinião pública superficial e cambiante: devem conhecer e proclamar Aquele por quem deixaram tudo para viver uma vida nova.

Pedro responde categoricamente: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo. É uma afirmação clara da divindade de Jesus, como o confirmam as palavras que o Senhor pronuncia a seguir: Bem‑aventurado és, Simão, filho de João, porque não foram a carne e o sangue que to revelaram, mas meu Pai que está nos céus. Pedro deve ter ficado profundamente comovido com as palavras do Mestre.

Também hoje há opiniões discordantes e errôneas a respeito de Jesus, pois é grande a ignorância acerca da sua Pessoa e missão. Apesar de vinte séculos de pregação e de apostolado da Igreja, muitas mentes não descobriram a verdadeira identidade de Jesus, que vive no meio de nós e nos pergunta: E vós, quem dizeis que eu sou? Nós, ajudados pela graça de Deus, que nunca falta, temos de proclamar com firmeza, com a firmeza sobrenatural da fé: Tu és o meu Deus e o meu Rei, perfeito Deus e Homem perfeito, “centro do cosmos e da história”2, centro da minha vida e razão de ser de todas as minhas obras.

Nos duros momentos da Paixão, quando Jesus estiver prestes a consumar a sua missão na terra, o Sumo Sacerdote perguntar‑lhe‑á: És tu o Messias, o Filho de Deus bendito? E Jesus declarará: Eu o sou. E vereis o Filho do homem sentado à direita do poder de Deus, e vir sobre as nuvens do céu3.
Nessa resposta, o Senhor não só dá testemunho de ser o Messias esperado, mas esclarece a transcendência divina do seu messianismo, ao aplicar a si próprio a profecia do Filho do Homem do profeta Daniel4. Serve‑se das expressões mais fortes de todas as passagens bíblicas para declarar a divindade da sua Pessoa. Então condenam‑no como blasfemo.

Só a luz da fé sobrenatural nos permite saber que Jesus Cristo é infinitamente superior a qualquer criatura: Ele é o “Filho único de Deus, nascido do Pai antes de todos os séculos: Deus de Deus, luz da luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado, não criado, consubstancial ao Pai, por quem todas as coisas foram feitas; e que por nós, homens, e para a nossa salvação desceu dos céus, e se encarnou pelo Espírito Santo no seio da Virgem Maria, e se fez homem...”5 Saiu do Pai6, mas continua em plena comunhão com Ele, porque tem a mesma natureza divina. Será Ele quem, junto com o Pai, enviará o Espírito Santo7, pois tem e possui como próprio tudo o que é do Pai8.

Apresenta‑se como supremo Legislador: Ouvistes o que foi dito aos antigos... Mas eu vos digo...9 Na Antiga Lei, dizia‑se: Assim falou Javé, mas Jesus não fala nem ordena em nome de ninguém: Eu vos digo... É em seu próprio nome que proclama um ensinamento divino e estabelece uns preceitos que se prendem com o que há de mais essencial no homem. Exerce o poder de perdoar os pecados, qualquer pecado10, um poder que, como todos os judeus sabiam, é próprio e exclusivo de Deus. E não só absolve pessoalmente, mas dá o poder das chaves – o poder de governar e de perdoar – a Pedro e aos demais Apóstolos, bem como aos seus sucessores11. Promete apresentar‑se no fim do mundo como único juiz dos vivos e dos mortos12. Nunca houve ninguém que se arrogasse tais prerrogativas.

Jesus exigiu – exige – dos seus discípulos uma fé inquebrantável na sua Pessoa, uma fé que chegue ao ponto de fazê‑los tomar a Cruz sobre os seus ombros: Quem não toma a sua cruz e me segue não é digno de mim13; a atitude que nos pede em relação ao seu Pai celestial, exige‑a também em relação a si mesmo: uma fé sem fissuras, um amor sem medida14.

Nós, que queremos segui‑lo muito de perto, dizemos‑lhe com Pedro, quando estamos diante do Sacrário: Senhor, Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo. Verdadeiramente, “quem encontra Jesus encontra um bom tesouro, aquele que com efeito é bom acima de todo o bem. E quem perde Jesus perde muito, e mais que o mundo inteiro. Aquele que vive sem Jesus é paupérrimo, e riquíssimo quem com Ele vive”15. Não o deixemos nunca; fortaleçamos o nosso amor com muitos atos de fé, com a audácia em dar a conhecer em qualquer ambiente a nossa fé e o nosso amor por Cristo vivo.

II. DEPOIS DE TANTO TEMPO, Jesus continua a ser para muitos, que ainda não possuem o dom sobrenatural da fé ou vivem apoltronados na tibieza, uma figura evanescente, inconcreta. Nós também podíamos responder hoje a Jesus como os Apóstolos lhe responderam naquele dia em Cesaréia de Filipe: uns dizem que foste um homem de grandes ideais, outros... Verdadeiramente, continuam a ser atuais as palavras de João Batista: No meio de vós está quem vós não conheceis16.
Somente o dom divino da fé nos permite proclamar, unidos ao Magistério da Igreja: “Cremos em Nosso Senhor Jesus Cristo, que é o Filho de Deus. Ele é o Verbo eterno, nascido do Pai antes de todos os séculos e consubstancial ao Pai...”17 Cremos que em Jesus Cristo existem duas naturezas: uma divina e outra humana, diferentes e inseparáveis, e uma única Pessoa, a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, que é incriada e eterna, que se encarnou por obra do Espírito Santo no seio da Virgem Maria.

Jesus é também Homem perfeito. Nasce na maior indigência, aclamado pelos anjos do céu; passa fome e sede; cansa‑se e às vezes tem de reclinar‑se sobre uma pedra ou sentar‑se à beira de um poço; sente‑se tão esgotado que dorme enquanto navega com uns pescadores; chora junto do sepulcro do amigo Lázaro; tem medo e pavor da morte, antes de sofrer os ultrajes da crucifixão.

E essa Santíssima Humanidade de Jesus, igual à nossa menos no pecado, fez‑se caminho para o Pai. Ele vive hoje – Por que procurais entre os mortos aquele que vive?18 – e continua a ser o mesmo. “Iesus Christus heri et hodie; ipse et in saecula (Hebr XIII, 8). Quanto gosto de recordá‑lo: Jesus Cristo, o mesmo que foi ontem para os Apóstolos e para as multidões que o procuravam, vive hoje para nós e viverá pelos séculos. Somos nós, os homens, quem às vezes não consegue descobrir o seu rosto, perenemente atual, porque olhamos com olhos cansados ou turvos”19; com um olhar pouco penetrante porque nos falta amor.

III. A VIDA CRISTÃ consiste em amar a Cristo, em imitá‑lo, em servi‑lo... E o coração tem um lugar importante nesse seguimento. De tal maneira é assim que, quando por tibieza ou por uma oculta soberba se descura a piedade, o trato de amizade com Jesus, torna‑se impossível continuar a seguir o Senhor. Seguir Cristo de perto é ser seu amigo, é ter a experiência viva de que Ele é o único amigo que nunca falha, que nunca atraiçoa nem desilude.

Santo Agostinho, depois de inúmeras tentativas vãs de seguir o Senhor, conta‑nos qual foi um dos elementos‑chave do seu longo processo de conversão: “Andava à procura da força idônea para gozar de Vós e não a encontrava, até que abracei o Mediador entre Deus e os homens: o Homem Cristo Jesus, que é sobre todas as coisas bendito pelos séculos, que nos chama e nos diz: Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida (Jo 14, 6)”20. Amar o Homem Cristo Jesus!

Jesus Cristo é o único Caminho. Ninguém pode ir ao Pai a não ser por Ele21. Só por Ele, com Ele e nEle podemos alcançar o nosso destino sobrenatural. A Igreja no‑lo recorda todos os dias na Santa Missa: Por Ele, com Ele e nEle, a Ti, Deus Pai Todo‑Poderoso, toda a honra e toda a glória, na unidade do Espírito Santo... Unicamente por meio de Cristo, seu Filho muito amado, é que o Pai aceita o nosso amor e a nossa homenagem.

Cristo é também a Verdade. A verdade absoluta e total, Sabedoria incriada, que se nos revela na sua Santíssima Humanidade. Sem Cristo, a nossa vida é uma grande mentira. Com Ele, tem a segurança de quem sabe que não pode deixar de acertar.

E é a nossa Vida. O Antigo Testamento narra que Moisés, por indicação de Deus, ergueu o braço e feriu a rocha por duas vezes, e brotou água tão abundante que todo o povo sedento pôde beber22. Aquela água era figura da Vida que brota abundantemente de Cristo e que saltará até a vida eterna23. É a água da graça, da vida sobrenatural, que brota de Cristo, especialmente através dos sacramentos. Toda a graça que possuímos, a de toda a humanidade caída e reparada, é graça de Deus através de Cristo. Esta graça é‑nos comunicada de muitas maneiras; mas o seu manancial é único: o próprio Cristo, a sua Santíssima Humanidade unida à Pessoa do Verbo, a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade.

Quando o Senhor nos perguntar na intimidade do nosso coração: “E tu, quem dizes que Eu sou?”, saibamos responder‑lhe com a fé de Pedro: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo, o Caminho, a Verdade e a Vida..., Aquele sem o qual a minha vida está completamente perdida.

(1) Mt 16, 13‑23; (2) João Paulo II, Enc. Redemptor hominis, 4‑III‑1979, 1; (3) Mc 14, 61‑62; (4) cfr. Dan 7, 13‑14; (5) Missal Romano, Credo Niceno‑Constantinopolitano; (6) cfr. Jo 8, 42; (7) cfr. Jo 15, 26; (8) cfr. Jo 16, 11‑15; (9) Mt 5, 21‑48; (10) cfr. Mt 11, 28; (11) cfr. Mt 18, 18; (12) cfr. Mc 15, 62; (13) Mt 18, 32; (14) cfr. K. Adam, Jesus Cristo, pág. 15‑16; (15) T. Kempis, Imitação de Cristo, II, 8, 2; (16) Jo 1, 26; (17) Paulo VI, Credo do povo de Deus, 30‑VI‑1968; (18) cfr. Lc 24, 5; (19) Josemaría Escrivá, Amigos de Deus, n. 127; (20) Santo Agostinho, Confissões, 7, 18; (21) cfr. Jo 14, 6; (22) Num 20, 1‑13; cfr. Primeira leitura da Missa da quinta‑feira da décima oitava semana do TC, ano I; (23) cfr. Jo 4, 14; 7, 38.

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