sábado, 31 de maio de 2014

VISITAÇÃO DE NOSSA SENHORA

Meditação diária de Falar com Deus
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31 DE MAIO

36. VISITAÇÃO DE NOSSA SENHORA

Festa

– Serviço alegre aos outros.

– Procurar Jesus por intermédio de Maria. Fé.

– O Magnificat.

A festa de hoje, instituída por Urbano VI em 1389, situa-se entre a Anunciação do Senhor e o nascimento de João Batista, de acordo com o relato evangélico. Comemora-se a visita de Nossa Senhora à sua prima Santa Isabel, já avançada em idade, para ajudá-la na esperança da sua maternidade, e ao mesmo tempo para partilhar com ela o júbilo das maravilhas realizadas por Deus em ambas. Esta festa da Virgem, com a qual terminamos o mês que lhe é dedicado, manifesta-nos a sua ação medianeira, o seu espírito de serviço e a sua profunda humildade. Ensina-nos a levar a alegria cristã aos lugares aonde vamos. Como Maria, temos de ser causa de alegria para os outros.

I. VINDE E ESCUTAI, todos os que temeis a Deus, e eu vos contarei as maravilhas que o Senhor fez em mim1, lemos na Antífona de entrada da Missa.

Pouco depois da Anunciação, Nossa Senhora foi visitar sua prima Isabel, que vivia na região montanhosa da Judéia, a quatro ou cinco dias de caminho. Naqueles dias – diz São Lucas –, Maria levantou-se e foi com presteza à montanha, a uma cidade de Judá2. A Virgem, ao conhecer por meio do Anjo o estado de Isabel, apressa-se a ir ajudá-la nas lides da casa. Ninguém a obriga; Deus, através do Anjo, não lhe exigira nada nesse sentido, e Isabel não lhe solicitara ajuda. Maria poderia ter permanecido na sua própria casa, para preparar a chegada do seu Filho, o Messias. Mas põe-se a caminho cum festinatione, com alegre prontidão, para prestar os seus singelos serviços à sua prima3.

Nós acompanhamo-la por aqueles caminhos nestes momentos de oração e dizemos-lhe com as palavras que lemos na primeira Leitura da Missa: Entoa cânticos de louvor, filha de Sião, alegra-te e exulta de todo o coração, filha de Jerusalém [...]. O Senhor, que é o rei de Israel, está no meio de ti [...]. Ele se regozijará em ti com júbilo eterno4.

É fácil imaginar a imensa alegria que dominava a nossa Mãe desde o dia da Anunciação, e o grande desejo que teria de comunicá-la. Por outro lado, o anjo dissera-lhe: Eis que Isabel, tua prima, também concebeu um filho..., e, segundo esse testemunho expresso, tratava-se de uma concepção prodigiosa, relacionada de algum modo com o Messias que estava para vir5.

Nossa Senhora entrou em casa de Zacarias e saudou sua prima. E aconteceu que, quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança saltou no seu seio, e Isabel ficou repleta do Espírito Santo. Toda a casa se transformou pela presença de Jesus e de Maria. A saudação da Virgem “foi eficaz porquanto cumulou Isabel do Espírito Santo. Com as suas palavras, mediante a profecia, Maria fez brotar na sua prima, como de uma fonte, um rio de dons divinos [...]. Com efeito, onde quer que esteja a cheia de graça, tudo fica repleto de alegria”6. É um prodígio que Jesus realiza por meio de Maria, dAquela que esteve associada desde os começos à Redenção e à alegria que Cristo traz ao mundo.

A festa de hoje apresenta-nos uma faceta da vida interior de Maria: a sua atitude de serviço humilde e de amor desinteressado pelos que se encontram em necessidade7, uma atitude que se traduz numa maravilhosa sementeira de alegria. Maria convida-nos sempre à entrega pronta, alegre e simples aos outros. Mas isto só será possível se nos mantivermos muito unidos ao Senhor, trazendo-o dentro de nós pelo estado de graça e pelo espírito de oração: “A união com Deus, a vida sobrenatural, comporta sempre a prática atraente das virtudes humanas: Maria leva a alegria ao lar de sua prima, porque «leva» Cristo”8. Nós «levamos» Cristo conosco, e com Ele a alegria, aos lugares onde vamos..., ao trabalho, aos vizinhos, a um doente...? Somos habitualmente causa de alegria para os outros?

II. À CHEGADA DE NOSSA SENHORA, Isabel, repleta do Espírito Santo, proclama em voz alta: Bendita és tu entre as mulheres, e bendito é o fruto do teu ventre! De onde a mim esta dita, que venha a Mãe do meu Senhor visitar-me? Porque assim que a voz da tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança saltou de alegria no meu ventre.

Isabel não se limita a chamá-la bendita, mas relaciona o seu louvor com o fruto do ventre de Maria, que é bendito pelos séculos. Maria e Jesus estarão sempre juntos. Os momentos mais prodigiosos da vida de Jesus transcorrerão – como neste caso – em íntima união com a sua Mãe, Medianeira de todas as graças: “Esta união entre Mãe e Filho na obra da Salvação – diz o Concílio Vaticano II – manifesta-se desde o tempo da conceição virginal de Cristo até a sua morte”9.

Devemos aprender hoje, uma vez mais, que cada encontro com Maria representa um novo encontro com Jesus. “Se procurarmos Maria, encontraremos Jesus. E aprenderemos a entender um pouco do que há no coração de um Deus que se aniquila [...]”10, que se torna acessível no meio da simplicidade dos dias correntes de uma cena doméstica como a visita de Maria à sua prima Santa Isabel.

Lembremo-nos, porém, de que esse dom imenso – podermos conhecer e amar a Cristo – teve o seu começo na fé de Santa Maria: Bem-aventurada a que acreditou, diz Isabel a Maria. “A plenitude de graça, anunciada pelo anjo, significa o dom do próprio Deus; a fé de Maria, proclamada por Isabel na Visitação, significa que a Virgem de Nazaré correspondeu a esse dom”11.

Manter a fé, robustecê-la no meio da vida diária, não é fácil. Tudo parece tão banal ou tão necessário, tão dependente dos nossos esforços ou de leis meramente naturais, que tendemos a perder de vista que é Deus quem produz em nós o querer e o agir12. Sem mim, nada podeis fazer13, disse-nos o Senhor: nada. O nosso Deus é um Deus escondido14, que prefere atuar por meio de causas segundas. Seremos tão insensatos – e tão infelizes – que não descubramos a sua mão amorosa, os seus desígnios eternos, tanto nos eventos mais clamorosos como no suceder “mecânico” das horas de trabalho, da vida familiar? Para um homem de fé, para uma mulher de fé, tudo é Providência.

III. O CLIMA QUE RODEIA e empapa o episódio da Visitação é de alegria; o mistério da Visitação é um mistério jubiloso. João Batista exulta de alegria no seio de Santa Isabel; Isabel, cheia de alegria pelo dom da maternidade, prorrompe em aclamações ao Senhor; e, enfim, Maria eleva aos céus o Magnificat, um hino transbordante de alegria messiânica15. O Magnificat é “o cântico dos tempos messiânicos, onde confluem a alegria do antigo e do novo Israel”16. E é a manifestação mais pura do segredo íntimo da Virgem, que lhe fora revelado pelo anjo. Não há nele rebuscamento nem artificialismo: é o espelho da alma de Nossa Senhora, uma alma cheia de grandeza e tão próxima do seu Criador: A minha alma glorifica o Senhor, e o meu espírito rejubila em Deus, meu Salvador.

E com este canto de alegria humilde, a Virgem deixou-nos uma profecia: Eis que desde agora me chamarão bem-aventurada todas as gerações. “Desde remotíssimos tempos a Bem-aventurada Virgem é venerada sob o título de Mãe de Deus, sob cuja proteção os fiéis se refugiam súplices em todos os seus perigos e necessidades. Por isso, sobretudo a partir do Concílio de Éfeso, o culto do povo de Deus a Maria cresceu maravilhosamente em veneração e amor, em invocações e desejos de imitação, de acordo com as suas próprias palavras proféticas: Eis que me chamarão bem-aventurada todas as gerações, porque fez em mim grandes coisas aquele que é Todo-Poderoso”17.

A nossa Mãe Santa Maria não se distinguiu por nenhum feito prodigioso; o Evangelho não nos dá a conhecer nenhum milagre que tenha realizado enquanto esteve na terra; poucas, muito poucas são as palavras que dEla nos conservou o texto inspirado. A sua vida aos olhos dos outros foi a de uma mulher corrente, que devia levar adiante a sua família. No entanto, a profecia cumpriu-se fielmente. Quem pode contar os louvores, as invocações, as oferendas e os santuários em sua honra, as devoções marianas...? Ao longo de vinte séculos, chamaram-na bem-aventurada pessoas de todo o gênero e condição: intelectuais e gente que não sabia ler, reis, guerreiros, artesãos, pessoas de idade avançada e crianças que começavam a balbuciar... Nós estamos cumprindo agora aquela profecia. Ave Maria, cheia de graça [...], bendita sois vós entre as mulheres..., dizemos-lhe na intimidade do nosso coração.

De modo particular, tivemos ocasião de invocá-la ao longo dos dias deste mês de maio, “mas o mês de maio não pode terminar; deve continuar na nossa vida, porque a veneração, o amor, a devoção à Virgem não podem desaparecer do nosso coração, e, além disso, devem crescer e manifestar-se num testemunho de vida cristã, modelada conforme o exemplo de Maria, o nome da formosa flor que sempre invoco, manhã e tarde, como canta Dante Alighieri (Paraíso 23, 88)”18.

Pelo trato íntimo com Maria, descobrimos Jesus. “Como seria o olhar alegre de Jesus! O mesmo que brilharia nos olhos de sua Mãe, que não pode conter a alegria – «Magnificat anima mea Dominum!» –, e a sua alma glorifica o Senhor desde que o traz dentro de si e a seu lado. – Ó Mãe! Que a nossa alegria, como a tua, seja a alegria de estar com Ele e de o possuir”19.

(1) Sl 65, 16; Antífona de entrada da Missa de 31 de maio; (2) Lc 1, 39-59; (3) cfr. M. D. Philippe, Misterio de Maria, pág. 142; (4) Sof 3, 14.17-18; (5) cfr. F. M. Willam, Vida de Maria, pág. 85; (6) Pseudo-Gregório Taumaturgo, Homilia II sobre a Anunciação; (7) João Paulo II, Homilia, 31-V-1979; (8) Josemaría Escrivá, Sulco, n. 566; (9) Conc. Vat. II, Const. Lumen gentium, 57-58; (10) Josemaría Escrivá, É Cristo que passa, n. 144; (11) João Paulo II, Enc. Redemptoris Mater, 25-III-1987, 12; (12) Fil 2, 13; (13) Jo 15, 5; (14) Is 45, 15; (15) cfr. id.,Homilia, 31-V-1979; (16) Paulo VI, Exort. Apost. Marialis cultus, 2-II-1974, 18; (17) Conc. Vat. II, Const. Lumen gentium, 66; (18) João Paulo II, Homilia, 25-V-1979; (19) Josemaría Escrivá, Sulco, n. 95.

sexta-feira, 9 de maio de 2014

EAD Século 21 - Catecismo da Igreja Católica - Módulo 01

EAD Século 21 - Catecismo da Igreja Católica - Módulo 01

Frases inspiradoras do Papa Francisco sobre Maria - Aleteia

Frases inspiradoras do Papa Francisco sobre Maria - Aleteia

No mês de Maria, a Aleteia oferece uma coletânea de frases do Papa Francisco nas quais ele explica a devoção a Nossa Senhora

04.05.2014 Aleteia

Maria, mãe da esperança

“A esperança é a virtude daqueles que, experimentando o conflito, a luta diária entre a vida e a morte, entre o bem e o mal, creem na Ressurreição de Cristo, na vitória do Amor. Escutamos o canto de Maria, o Magnificat: é o cântico da esperança, é o cântico do Povo de Deus no seu caminhar através da história. É o cântico de muitos santos e santas, alguns conhecidos, outros,  muitíssimos, desconhecidos, mas bem conhecidos por Deus: mães, pais, catequistas, missionários, padres, freiras, jovens, e também crianças, avôs e avós; eles enfrentaram a luta da vida, levando no coração esperança dos pequenos e dos humildes.” (Homilia de 15 de agosto de 2013)

Mestra dos discípulos de Cristo

“A Igreja, quando busca Cristo, bate sempre à casa da Mãe e pede: ‘Mostrai-nos Jesus’ de Maria que se aprende o verdadeiro discipulado. E, por isso, a Igreja sai em missão sempre na esteira de Maria. Queridos amigos, viemos bater à porta da casa de Maria. Ela abriu-nos, fez-nos entrar e nos aponta o seu Filho. Agora Ela nos pede: ‘Fazei o que Ele vos disser’ (Jo 2,5). Sim, Mãe, nos comprometemos a fazer o que Jesus nos disser! E o faremos com esperança, confiantes nas surpresas de Deus e cheios de alegria.” (Homilia de 24 de julho de 2013)

Maria e a vida no Espírito Santo

“A Virgem Maria ensina-nos o que significa viver no Espírito Santo e o que significa acolher a novidade de Deus na nossa vida. Ela concebeu Jesus por obra do Espírito, e cada cristão, cada um de nós, está chamado a acolher a Palavra de Deus, a acolher Jesus dentro de si e depois levá-lo a todos. Maria invocou o Espírito com os Apóstolos no cenáculo: também nós, todas as vezes que nos reunimos em oração, somos amparados pela presença espiritual da Mãe de Jesus, para receber o dom do Espírito e ter a força de testemunhar Jesus ressuscitado.” (Regina Coeli, 28 de abril de 2013)

Maria, ícone da fé

“No contexto do Evangelho de Lucas, a menção do coração bom e virtuoso, em referência à Palavra ouvida e conservada, pode constituir um retrato implícito da fé da Virgem Maria; o próprio evangelista nos fala da memória de Maria, dizendo que conservava no coração tudo aquilo que ouvia e via, de modo que a Palavra produzisse fruto na sua vida. A Mãe do Senhor é ícone perfeito da fé, como dirá Santa Isabel: ‘Feliz de ti que acreditaste’ (Lc 1, 45).” (Lumen Fidei, 58)

Maria, mãe do Filho de Deus

“Pelo seu vínculo com Jesus, Maria está intimamente associada com aquilo que acreditamos. Na concepção virginal de Maria, temos um sinal claro da filiação divina de Cristo: a origem eterna de Cristo está no Pai, Ele é o Filho em sentido total e único, e por isso nasce, no tempo, sem intervenção do homem. Sendo Filho, Jesus pode trazer ao mundo um novo início e uma nova luz, a plenitude do amor fiel de Deus que Se entrega aos homens. Por outro lado, a verdadeira maternidade de Maria garantiu, ao Filho de Deus, uma verdadeira história humana, uma verdadeira carne na qual morrerá na cruz e ressuscitará dos mortos. Maria acompanhá-Lo-á até à cruz (cf. Jo 19, 25), donde a sua maternidade se estenderá a todo o discípulo de seu Filho (cf. Jo 19, 26-27). Estará presente também no Cenáculo, depois da ressurreição e ascensão de Jesus, para implorar com os Apóstolos o dom do Espírito (cf. Atos 1, 14). O movimento de amor entre o Pai e o Filho no Espírito percorreu a nossa história; Cristo atrai-nos a Si para nos poder salvar (cf. Jo 12, 32). No centro da fé, encontra-se a confissão de Jesus, Filho de Deus, nascido de mulher, que nos introduz, pelo dom do Espírito Santo, na filiação adotiva (cf. Gl 4, 4-6).” (Lumen Fidei, 59)

sources: Aleteia

http://www.aleteia.org/pt/religiao/artigo/%2Fpt%2Freligiao%2Fartigo%2Ffrases-inspiradoras-do-papa-francisco-sobre-maria-6441381295816704
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quinta-feira, 8 de maio de 2014

Eu sou o pão vivo que desceu do céu - Evangelho (Jo 6,44-51)

Dia Litúrgico: Quinta-feira da 3ª semana da Páscoa
http://evangeli.net/evangelho

Evangelho (Jn 6,44-51): «Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou não o atrair. E eu o ressuscitarei no último dia. Está escrito nos Profetas: ‘Todos serão discípulos de Deus’. Ora, todo aquele que escutou o ensinamento do Pai e o aprendeu vem a mim. Ninguém jamais viu o Pai, a não ser aquele que vem de junto de Deus: este viu o Pai. Em verdade, em verdade, vos digo: quem crê, tem a vida eterna. Eu sou o pão da vida. Os vossos pais comeram o maná no deserto e, no entanto, morreram. Aqui está o pão que desce do céu, para que não morra quem dele comer. Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Quem come deste pão viverá eternamente. E o pão que eu darei é a minha carne, entregue pela vida do mundo».

Comentário: Rev. D. Pere MONTAGUT i Piquet (Barcelona, Espanha)
Eu sou o pão vivo que desceu do céu

Hoje cantamos ao Senhor de quem recebemos a glória e o triunfo. O Ressuscitado se apresenta perante sua Igreja com aquele «Sou o que sou» que o identifica como fonte de salvação: «Eu sou o pão da vida» (Jo 6,48). Em ação de graça, a comunidade reunida em torno ao Vivente o conhece amorosamente e aceita a instrução de Deus, reconhecida agora como o ensino do Pai. Cristo, imortal e glorioso, nos faz lembrar de novo que o Pai é o autêntico protagonista de tudo. Os que o escutam e nele acreditam, vivem em comunhão com o que vêm de Deus, com o único que o tem visto e, assim, a fé é o começo da vida eterna.

O pão vivo é Jesus. Não é um alimento que assimilemos, senão que pelo contrário nos assimila. Ele nos faz ter fome de Deus, sede de escutar sua Palavra que é gozo e alegria do coração. A Eucaristia é antecipação da glória celestial: «Partimos um mesmo pão, que é remédio de imortalidade, antídoto para não morrer, para viver por sempre em Jesus Cristo» (Santo Inácio de Antioquia). A comunhão com a carne de Cristo ressuscitado nos faz acostumar com tudo aquilo que desce do céu, quer dizer, receber e assumir nossa verdadeira condição: Estamos feitos para Deus e somente Ele sacia plenamente nosso espírito.

Mas esse pão vivo não nos fará viver um dia mais além da morte física, senão que nos foi dado agora «pela vida do mundo» (Jo 6,51). O desígnio do Pai, que não nos criou para morrer, está ligado à fé e ao amor. Quer uma resposta atual, livre e pessoal, a sua iniciativa. Cada vez que comemos esse pão, adentremo-nos no Amor mesmo! Já não vivemos para nós mesmos, já não vivemos no erro. O mundo ainda é precioso porque há quem continua amando-o até o extremo, porque há um Sacrifício do qual se beneficiam até os que o ignoram.

Eu sou o pão vivo descido do céu - Evangelho: Jo 6,44-51

Boa Nova para cada dia
http://www.loyola.com.br/liturgia_diaria.asp

“Eu sou o pão vivo descido do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente”. (Jo 6,51ab).

Neste Evangelho Jesus conversou com os judeus que lhe pediam um sinal de que Ele fosse Messias. E como sinal dado no passado por Deus a Seu Povo, mencionaram o Maná.

Jesus também dará um sinal, mas não o Maná, porque:

“Os vossos pais comeram o Maná no deserto e, no entanto, morreram” (Jo 6,49).

O Maná era mero alimento material. O “pão vivo descido do céu”, que o próprio Jesus, é alimento espiritual. O material se acabou. O espiritual alimenta para a eternidade.

E quem nos espera na eternidade?

É o próprio Deus Pai.

Foi precisamente para levar todos ao Pai que Ele fez o plano de mandar seu Filho à terra, revelar-se como Filho e ser crido por aqueles que o Pai quer atrair para Si.

E o Pai quer atrair para si todas as pessoas, para que, como Suas criaturas, voltem para Ele e jamais se separem Dele. Isto é a Vida Eterna.

Autor: Pe. Valdir Marques, SJ

O DESERTO DA RESSURREIÇÃO

08/05/2014
Quinta-feira, 08 de maio de 2014
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At 8,26-40           Sl 65,8-9.16-17.20            Jo 6,44-51

O DESERTO DA RESSURREIÇÃO

“O Anjo do Senhor disse a Filipe: Levanta-te e vai, por volta do meio-dia, pela estrada que desce de Jerusalém a Gaza. A estrada está deserta.” (At 8,26)

Acabamos de terminar os quarenta dias do deserto quaresmal, imitando o jejum de Jesus no deserto (Mt 4,1-2). Agora Jesus está ressuscitado, e celebramos o Tempo Pascal, o quinquagésimo Domingo de festa e alegria. No entanto, como Filipe, alguns de nós podemos ainda nos encontrar no deserto após o Domingo da Páscoa (At 8,26). Você pode ter perdido um ente querido (At 8,2), sofrido perseguições, por sua fé, na Páscoa (At 8,3), ou simplesmente retornado à sua vida normal após a elevação espiritual da Páscoa (At 8,27).

Se você está no deserto Pascal, certamente não está sozinho(a). Outros, como o eunuco Etíope (At 8,27), também estão neste deserto Pascal. No deserto Pascal podem ser encontradas:
- fome espiritual (At 8,31);
- água refrescante que aparece no momento exato, mesmo em meio ao mais árido terreno (At 8,36);
- a precisa e poderosa orientação do Espírito (At 8,29);
- as sementes da evangelização internacional (At 8,27.39);
- a conversão (At 8,38); e
- a alegria  (At 8,39).

Se você ainda está no deserto, não peça para ser retirado(a) dele, ao invés disso, peça que seus ouvidos sejam abertos (Sl 40,7; Is 50,4). Seu vazio e sofrimento podem ser, exatamente, o que o Espírito usará para trazer a alegria da Páscoa ao mundo. Quando o propósito do Senhor estiver completo, o Espírito poderá rapidamente conduzi-lo(a) da aridez do deserto ao alívio que você precisa (At 8,39.40).

Oração: Pai usa-me para transmitir a Tua Palavra em todo o mundo.
Promessa: “Eu sou o pão vivo descido do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. O pão que eu darei é a minha carne para a vida do mundo.” (Jo 6,51)
Louvor: Tendo decidido dedicar, voluntariamente, seu tempo para preparar Um Pão, Um Corpo, Nelson vive o pedido de Jesus para que o Evangelho seja proclamado em todo o mundo (Mt 28,19-20).

Evangelho (João 6,44-51) - O ENSINAMENTO DO PAI

Comentário ao Evangelho
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O ENSINAMENTO DO PAI

É o Pai quem tem a iniciativa na dinâmica da fé dos cristãos. No seu amor, elege o ser humano para ser objeto de sua revelação, e o convida a aderir ao Filho Jesus. Só vai a Jesus quem é escolhido e impelido pelo Pai. Só se entrega a Jesus quem se deixa guiar pelo Pai. E tudo quanto o Pai realiza está em função de guiar a humanidade para o Filho. O ato de fé no Senhor Jesus é, portanto, indício de obediência ao ensinamento do Pai e de submissão à sua vontade.

A incredulidade configura-se como rebeldia contra o Pai. Não se trata de mera oposição a Jesus, numa atitude sem maiores conseqüências. Nem, tampouco, pode ser considerada como uma fatalidade na vida das pessoas, numa espécie de anulação de sua liberdade.

No ato de fé, está implicada a liberdade humana. Instruído pelo Pai, cabe ao ser humano acolher ou não a instrução recebida. Se a acolhe, sem dúvida será capaz de reconhecer em Jesus o enviado do Pai. Se a rejeita, não somente se tornará um adversário do Filho, mas também do Pai. Não é possível acolher a moção do Pai, mas fechar-se para o Filho. Ou seja, não dá para ficar no meio do caminho. Quem recebeu o ensinamento do Pai, necessariamente, irá a Jesus.

Oração
Espírito de docilidade ao Pai, reforça minha disposição para acolher os ensinamentos divinos e colocar-me, resolutamente, na busca do Ressuscitado.

(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês).

O PÃO QUE DÁ A VIDA ETERNA

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Meditação diária de Falar com Deus

TEMPO PASCAL. TERCEIRA SEMANA. QUINTA-FEIRA

65. O PÃO QUE DÁ A VIDA ETERNA

– O anúncio da Sagrada Eucaristia na sinagoga de Cafarnaum. O Senhor pede-nos uma fé viva. Hino Adoro te devote.
– O mistério da fé. A Transubstanciação.
– Os efeitos da Comunhão na alma: sustenta, repara e deleita.

I. EU SOU O PÃO DA VIDA. Vossos pais, no deserto, comeram o maná e morreram. Este é o pão que desceu do céu para que todo aquele que dele comer não morra1. É o surpreendente e maravilhoso anúncio feito por Jesus na sinagoga de Cafarnaum e que lemos hoje no Evangelho da Missa. O Senhor continua: Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Se alguém comer deste pão, viverá eternamente. E o pão que eu hei de dar é a minha carne para a salvação do mundo2.

Jesus revela o grande mistério da Sagrada Eucaristia. As suas palavras são de um realismo tão grande que excluem qualquer outra interpretação. Sem a fé, essas palavras não têm sentido. Pelo contrário, se pela fé aceitamos a presença real de Cristo na Eucaristia, a revelação de Jesus torna-se clara e inequívoca, e mostra-nos o infinito amor de Deus para conosco.

Adoro te devote, latens deitas, quae sub his figuris vere latitas: “Adoro-vos com devoção, Deus escondido, que sob estas aparências estais verdadeiramente presente”, dizemos à Sagrada Eucaristia, com palavras do hino composto por São Tomás e que há muitos séculos foi adotado pela liturgia da Igreja. É uma expressão de fé e piedade que nos pode servir para manifestar o nosso amor, pois constitui um resumo dos principais pontos da doutrina católica sobre este sagrado mistério.

“Adoro-vos com devoção, Deus escondido”, repetimos bem devagar na intimidade do nosso coração, com fé, esperança e amor. Os que estavam naquele dia na sinagoga entenderam o sentido profundo e realista das palavras do Senhor; se as tivessem entendido num sentido simbólico ou figurado, não se teriam deixado invadir pelo assombro e pela confusão, como São João diz a seguir, nem teria havido muitos que abandonaram o Senhor naquele mesmo dia. Duras são estas palavras. Quem as pode ouvir?3, dizem aqueles homens enquanto se retiram. São duras – continuam a ser duras – para os que não têm o coração bem disposto, para os que não admitem sem sombra de dúvida que Jesus de Nazaré, Deus que se fez homem, se comunica desse modo aos homens, por amor. “Adoro-vos com devoção, Deus escondido”, dizemos-lhe na nossa oração, manifestando-lhe o nosso amor, o nosso agradecimento e o assentimento humilde com que o acatamos. É uma atitude imprescindível para nos aproximarmos deste mistério de Amor.

Tibi se cor meum totum subiicit, quia te contemplans totum deficit: “A Vós se submete o meu coração por inteiro e se rende totalmente ao contemplar-vos”. Sentimos necessidade de repetir estas palavras muitas vezes, porque são muitos os incrédulos. O Senhor também nos pergunta a nós, a todos os que queremos segui-lo de perto: Também vós quereis partir?4 E ao vermos a desorientação e a confusão em que andam tantos cristãos que se separaram do tronco da fé, que têm a alma indiferente às realidades sobrenaturais, o nosso amor reafirma-se: “A Vós se submete o meu coração por inteiro”.

A nossa fé na presença real de Cristo na Eucaristia deve ser muito firme: “Cremos que, assim como o pão e o vinho consagrados pelo Senhor na Última Ceia se converteram no seu Corpo e no seu Sangue, os quais pouco depois seriam oferecidos por nós na Cruz, assim também o pão e o vinho consagrados pelo sacerdote se convertem no Corpo e no Sangue de Cristo, que está sentado gloriosamente no Céu; e cremos que a presença misteriosa do Senhor, sob a aparência daqueles elementos, que continuam a aparecer aos sentidos da mesma maneira que antes, é verdadeira, real e substancial”5.

II. NÃO SE PODEM MITIGAR as palavras do Senhor: O pão que eu hei de dar é a minha carne para a salvação do mundo. “Eis o mistério da fé”, proclamamos imediatamente depois da Consagração na Santa Missa. Essa foi e é a pedra de toque da fé cristã. Pela transubstanciação, o pão e o vinho “já não são o pão comum e a comum bebida, mas sinal de uma coisa sagrada, sinal de um alimento espiritual; mas além disso adquirem um novo significado e um novo fim enquanto contêm uma «realidade» que com razão denominamos ontológica; porque sob as referidas espécies já não existe o que antes havia, mas algo completamente diferente [...], visto que, uma vez convertida a substância ou natureza do pão e do vinho no Corpo e no Sangue de Cristo, já nada resta do pão e do vinho, a não ser as aparências: debaixo delas está presente Cristo todo inteiro, na sua realidade física, corporalmente, ainda que não do mesmo modo que os corpos estão num lugar”6.

Olhamos para Jesus presente no Sacrário, talvez a poucos metros de nós, ou vamos com o coração à igreja mais próxima, e lhe dizemos que sabemos pela fé que Ele está ali presente. Cremos firmemente nas promessas que fez em Cafarnaum e que realizou pouco depois no Cenáculo: Credo quidquid dixit Dei Filius: nihil hoc verbo veritatis verius: “Creio em tudo o que disse o Filho de Deus; nada de mais verdadeiro que esta palavra de verdade”.

A nossa fé e o nosso amor devem manifestar-se especialmente no momento da Comunhão. Recebemos o Pão vivo que desceu dos céus, o alimento absolutamente necessário para chegarmos à meta. Recebemos o próprio Cristo, perfeito Deus e homem perfeito, misteriosamente escondido, mas desejoso de comunicar-nos a vida divina. Nesse momento, mediante a sua Humanidade gloriosa, a sua Divindade atua na nossa alma com uma intensidade maior do que quando esteve aqui na terra. Nenhum daqueles que foram curados – Bartimeu, o paralítico de Cafarnaum, os leprosos... – esteve tão perto de Cristo – do próprio Cristo – como nós o estamos em cada Comunhão. Os efeitos que este Pão vivo, Jesus, produz na nossa alma são incontáveis e de uma riqueza infinita. A Igreja resume-os nestas palavras: “Todos os efeitos que a comida e a bebida materiais produzem na vida do corpo, sustentando, reparando e deleitando, realiza-os este sacramento na vida espiritual”7.

Oculto sob as espécies sacramentais, Jesus espera-nos. Ficou para que o recebêssemos, para nos fortalecer no amor. Examinemos hoje como é a nossa fé, vejamos como é o nosso amor, como preparamos cada Comunhão. Dizemos ao Senhor com Pedro: Nós cremos e sabemos que tu és o Santo de Deus8. Tu és o nosso Redentor, a razão do nosso viver.

III. A COMUNHÃO SUSTENTA a vida da alma de modo semelhante ao de como o alimento corporal sustenta o corpo. A recepção da Sagrada Eucaristia mantém o cristão na graça de Deus, pois a alma recupera-se do contínuo desgaste que sofre devido às feridas que nela permanecem após o pecado original e os pecados pessoais. Mantém a vida de Deus na alma, livrando-a da tibieza; e ajuda a evitar o pecado mortal e a lutar eficazmente contra os veniais.

A Sagrada Eucaristia aumenta também a vida sobrenatural, fá-la crescer e desenvolver-se. E, ao mesmo tempo que sacia espiritualmente, aumenta na alma o desejo dos bens eternos: Os que me comem terão ainda mais fome, e os que me bebem terão ainda mais sede9. A comida material converte-se naquele que a come e, conseqüentemente, restaura-lhe as perdas e acrescenta-lhe as forças vitais. A comida espiritual, porém, converte nela aquele que a come, e assim o efeito próprio deste sacramento é a conversão do homem em Cristo, para que não seja ele quem vive, mas Cristo nele; e, em conseqüência, tem um duplo efeito: restaura as perdas espirituais causadas pelos pecados e deficiências e aumenta as forças das virtudes”10.

Por último, a graça que recebemos em cada Comunhão deleita aquele que comunga com as devidas disposições. Nada se pode comparar à alegria da Sagrada Eucaristia, à amizade e proximidade de Jesus presente em nós. “Jesus Cristo, durante a sua vida mortal, não passou nunca por lugar algum sem derramar as suas bênçãos abundantemente, e daí podemos deduzir como devem ser grandes e preciosos os dons de que participam aqueles que têm a felicidade de recebê-lo na Sagrada Comunhão; ou, para dizê-lo melhor, como toda a nossa felicidade neste mundo consiste em receber Jesus Cristo na Sagrada Comunhão”11.

A Comunhão é “o remédio para as nossas necessidades cotidianas”12, “remédio de imortalidade, antídoto contra a morte e alimento para vivermos para sempre em Jesus Cristo”13. Concede a paz e a alegria de Cristo à alma, e é verdadeiramente “uma antecipação da bem-aventurança eterna”14.

De todos os exercícios e práticas de piedade, não há nenhum cuja eficácia santificadora possa comparar-se à digna recepção deste sacramento. Nele não somente recebemos a graça, mas o próprio Manancial e Fonte donde ela brota. Todos os sacramentos se ordenam para a Sagrada Eucaristia e têm-na por centro15.

Jesus, oculto sob os acidentes do pão, deseja que o recebamos com freqüência: o banquete, diz-nos Ele, está preparado16. São muitos os ausentes e Jesus espera-nos, ao mesmo tempo que nos envia a anunciar aos outros que também os espera a eles no Sacrário.

Se o pedirmos à Santíssima Virgem, Ela nos ajudará a abeirar-nos da Comunhão cada vez mais bem preparados.

(1) Jo 6, 48-50; (2) Jo 6, 51; (3) Jo 6, 60; (4) cfr. Jo 6, 67; (5) Paulo VI, Enc. Credo do povo de Deus, 24; (6) Paulo VI, Enc. Mysterium Fidei, 3-IX-1965; (7) Conc. de Florença, Bula Exsultate Deo; Dz 1322-698; (8) Jo 6, 70; (9) Jo 6, 35; (10) São Tomás, Coment. ao livro IV das Sentenças, d. 12, q. 2, a. 11; (11) Cura d’Ars, Sermão sobre a Comunhão; (12) Santo Ambrósio, Sobre os mistérios, 4; (13) Santo Inácio de Antioquia, Epístola aos Efésios, 20; (14) cfr. Jo 6, 58; Dz 875; (15) cfr. São Tomás, Suma Teológica, 3, q. 65, a. 3; (16) cfr. Lc 14, 15 e segs.


«E o pão que Eu hei-de dar é a minha carne, pela vida do mundo»

Santo Ireneu de Lyon (c. 130-c. 208), bispo, teólogo, mártir
Contra as Heresias, V, 2, 2-3 (trad. Breviário)
«E o pão que Eu hei-de dar é a minha carne, pela vida do mundo»
Estão completamente enganados aqueles que rejeitam o projecto que Deus guarda para a sua Criação, negam a salvação da carne e desprezam a ideia da sua regeneração, ao declará-la incapaz de receber uma natureza imperecível. Se a carne não se salva, também o Senhor não nos redimiu com o seu Sangue, nem o cálice da Eucaristia é a comunhão do seu Sangue, nem o pão que partimos é a comunhão do seu Corpo (1Cor 10,16), […] que o Verbo de Deus assumiu em toda a sua realidade e pela qual nos resgatou pelo seu Sangue. […] E porque somos seus membros (1Cor 6,15) e nos alimentamos das criaturas que nos proporciona, […] Ele afirmou que aquele cálice, fruto da Criação, é o seu Sangue que fortalece o nosso sangue, e confirmou que aquele pão, fruto também da Criação, é o seu Corpo que fortalece o nosso corpo. Uma vez que o cálice de vinho misturado com água e o pão natural, ao receberem a palavra de Deus, se transformam na Eucaristia do Sangue e do Corpo de Cristo, com os quais se alimenta e revigora a substância da nossa carne, como há quem negue que a carne é capaz de receber o dom de Deus, que é a vida eterna, essa carne que se alimenta do Sangue e Corpo de Cristo e se torna membro do seu Corpo? Por isso diz o santo Apóstolo na carta aos Efésios: «Somos membros do seu Corpo, da sua carne e dos seus ossos» (Ef 5,30 [Vulg.]; cf Gn 2,24); não é de um homem espiritual e invisível que o diz, […] mas sim do organismo verdadeiramente humano, que consta de carne, de nervos e ossos, e que se nutre do cálice do seu Sangue e se robustece com o pão que é o seu Corpo. […] Assim também os nossos corpos, nutridos pela Eucaristia, depositados na terra, […] ressuscitarão a seu tempo, quando o Verbo de Deus lhes conceder a ressurreição «para glória de Deus Pai» (Fil 2,11).

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