quinta-feira, 20 de março de 2014

A doutrina do purgatório na “Parábola do rico epulão e do pobre Lázaro”

Comentário: REDAÇÃO evangeli.net (elaborado com base nos textos de Bento XVI) (Città del Vaticano, Vaticano)
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A doutrina do purgatório na “Parábola do rico epulão e do pobre Lázaro”

Hoje, Jesus apresentou, para nossa advertência, a imagem de uma tal alma devastada pela arrogância e opulência, que criou, ela mesma, um fosso intransponível entre si e o pobre: o fosso do encerramento dentro dos prazeres materiais; o fosso do esquecimento do outro, da incapacidade de amar.

Nesta parábola, não fala do destino definitivo depois do Juízo universal, mas retoma a concepção do judaísmo antigo de uma condição intermédia entre morte e ressurreição, um estado em que falta ainda a última sentença. Lá as almas não se encontram simplesmente numa espécie de custódia provisória, mas já padecem um castigo, ou, ao contrário, gozam já de formas provisórias de bem-aventurança.

—Neste estado, sejam possíveis também purificações e curas, que tornam a alma madura para a comunhão com Deus. A Igreja primitiva assumiu tais ideias, a partir das quais, se desenvolveu aos poucos a doutrina do purgatório.

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