Boa Nova para cada dia
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Se não escutam a Moisés nem aos Profetas, eles não acreditarão, nem mesmo que alguém ressuscite dos mortos. (Lc 16,31b).
A parábola que Jesus contou sobre o pobre Lázaro e o rico banqueteador nos traz lições preciosas e várias. Vamos, hoje, nos deter na sua conclusão, o ponto de chegada desejado por Jesus. Está no fim da parábola, quando Jesus põe na boca do Pai Abraão, estas palavras:
Se não escutam a Moisés nem aos Profetas, eles não acreditarão, nem mesmo que alguém ressuscite dos mortos (Lc 16,31b).
É fácil entender o que Jesus quer dizer. Ele tinha em mente os fariseus, os escribas, os sumo sacerdotes, os anciãos do Povo. Eram todas pessoas postas em altos postos de liderança do Povo de Deus.
No entanto, não eram fiéis ao que Deus deles esperava. De fato, tinham na boca todas as palavras de Moisés e os Profetas. Mas eram hipócritas: ensinavam, mas eles mesmos não cumpriam aquelas lições.
O Povo percebia isto, mas não tinha poder para mudar a situação. Jesus também não ia mudar a situação. Não que lhe faltasse o poder de Deus para isto. Ele mesmo, quando foi preso no Monte das Oliveiras, disse que seu Pai poderia mandar, em sua defesa, doze legiões de anjos (Mt 26,53).
Não era o caso de Jesus fazer um milagre para converter os líderes do Povo.
Eles já tinham visto tudo o que Jesus ensinara e os milagres que lhes dera como sinal de que era o enviado por Deus. Mas eles não o aceitaram.
Por quê?
Era porque Jesus contava com a humildade das pessoas para aceitarem seu convite de conversão e salvação. Foi assim que algumas mulheres foram perdoadas por ele, como Madalena (Lc 8,2) e outras.
Os líderes do Povo não tinham humildade. Pelo contrário, muito orgulho e hipocrisia.
Por isso Jesus conclui a parábola:
Se não escutam a Moisés nem aos Profetas, eles não acreditarão, nem mesmo que alguém ressuscite dos mortos (Lc 16,31b).
Ora, Jesus ressuscitará dos mortos. Os líderes do Povo saberão disto, mas não acreditarão em Jesus. E até hoje a liderança de Israel não aceita Jesus.
Pensemos nestas coisas.
Pensemos em nós, na figura dos parentes do rico banqueteador: nosso coração será tão duro que rejeitaremos os convites de Deus para nossa conversão nesta Quaresma?
Se somos fracos, sabemos que Deus é forte. Com Seu Poder Ele nos transforma, muda nosso coração e nos enche de amor por Ele. A alegria de receber a reconciliação numa confissão bem feita deve ser nossa esperança nesta Quaresma. Não deixemos para depois.
Autor: Pe. Valdir Marques, SJ
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